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Mundo de Pontas / World of Ends  doktor mabuse
 Mar 10, 2003 06:50 PST 
Doc Searls e David Weinberger são os autores de um dos livros mais
importantes (e talvez o primeiro sério) sobre o que se convencionou
chamar de Marketing na era pós-Internet: o "Cluetrain"
(http://www.cluetrain.com/). Agora eles levantam questões mais
específicas à cerca da internet hoje, o que esperamos dela depois do
estouro da bolha, o que vai acontecer e porque a Internet é mais simples
do que querem que pareça. (o texto me lembra um grupo alemão da década
de 20 que falava que: "Menos é mais")

O texto é longo, mas vale a pena.

Segue abaixo uma tradução feita por Rainer Brockerhoff
(http://www.brockerhoff.net/bb/viewtopic.php?t=10)

O Original está em: http://www.worldofends.com/

/////////////////////////////////
Mundo de Pontas ("World of Ends")
/////////////////////////////////

O Que É A Internet E Como Evitar Confundí-la Com Outra Coisa
------------------------------------------------------------
Por Doc Searls e David Weinberger


Há erros e há erros.

Aprendemos com alguns erros. Por exemplo: pensar que vender brinquedos
para animais de estimação pela Web é um grande jeito de ficar rico. Não
vamos repetir este.

Outros erros repetimos muitas vez. Por exemplo, pensar que:
- ...a Web, como o é a TV, é um jeito de manter globos oculares parados
enquanto anunciantes lhes injetam comerciais;
- ... a Internet é algo que companhias telefônicas e de TV a cabo
deveriam filtrar, controlar e de algum modo, "melhorar".
- ... não é bom que usuários de diferentes sistemas de mensagens se
comuniquem pela Internet.
- ... a Internet sofre de uma falta de regulamentações que protejam
indústrias que se sentem ameaçadas por ela.
Quando se trata da Internet, muitos de nós sofrem da Síndrome do Erro
Repetitivo. Isso vale especialmente para editoras de revistas e jornais,
rádio e TV, TV a cabo, a indústria de discos, a indústria de cinema, e a
indústria telefônica, para mencionar apenas seis.

Graças à enorme influência dessas indústrias em Washington, a Síndrome
de Erros Repetitivos também afeta legisladores, reguladores e mesmo os
tribunais. No ano passado a transmissão radiofônica pela Internet, uma
indústria nova e promissora que ameaçava oferecer, aos ouvintes,
escolhas enormemente superiores às oferecidas pelas cada vez mais
uniformizadas (e paleolíticas) faixas AM e FM, foi assassinada no berço.
Armas, munição e ocasionais gritos de encorajamento foram supridos pelas
gravadoras e pelo DMCA ("Digital Millenium Copyright Act"), que
incorpora todos os receios dos dinossauros-alfa de Hollywood quando
fizeram lobby para a sua aprovação pelo congresso americano em 1998.

"A Internet interpreta a censura como defeito e roteia para
contorná-la", foi uma frase famosa de John Gilmore. E é verdade. A longo
prazo, rádio via Internet vai fazer sucesso. Sistemas de mensagens irão
se intercomunicar. Empresas estúpidas vão ficar espertas ou morrer. Leis
estúpidas vão ser revogadas ou substituídas. Mas por outro lado, outra
frase famosa, esta de John Maynard Keynes, diz "a longo prazo, vamos
estar todos mortos".

Queremos evitar essa espera.

Basta prestar atenção para o que a Internet realmente é. Não é difícil.
A Internet não é mecânica quântica. Olhando de perto, nem é ciéncia de
6a. série. Podemos acabar com a tragédia da Síndrome do Erro Repetitivo
nos nossos tempos - e economizar alguns trilhões de dólares em decisões
imbecis - se lembrarmos de um simples fato: a Internet é um mundo de
pontas. Você está numa ponta, e todos os outros e todo o resto estão nas
outras pontas.

Claro, isso é uma declaração simplista sobre todo mundo possuíndo valor
na Internet, etc. Mas também é o fato básico e palpável decorrente da
arquitetura técnica da Internet. E o valor da Internet se baseia na sua
arquitetura técnica.

Felizmente, a verdadeira natureza da Internet não é difícil de entender.
Na verdade, apenas uma dezena de afirmativas fazem a diferença entre a
Síndrome do Erro Repetitivo e a Iluminação:
- A Internet não é complicada.
- A Internet não é uma coisa, é um acordo.
- A Internet é burra.
- Adicionar valor à Internet reduz o seu valor.
- Todo o valor da Internet cresce na sua periferia.
- O dinheiro se muda para os subúrbios.
- Não é o fim do mundo, é um mundo de pontas.
- As três virtudes da Internet:
    - Ninguém é dono.
    - Todos podem usá-la.
    - Qualquer um pode melhorá-la.
- Se a Internet é tão simples, por que tantos se enganam sobre ela?
- Poderíamos parar de fazer certos erros imediatamente.

1. A Internet não é complicada.

A idéia por trás da Internet, desde o início, foi aproveitar a força
espantosa da simplicidade - tão simples quanto a gravidade no mundo
real. Mas em vez de ajuntar pedrinhas pequenas em volta da pedra enorme
e redonda, a Internet foi projetada para ajuntar redes pequenas,
convertendo-as numa rede única enorme.

O jeito de fazer isso é facilitar ao máximo o envio e recepção de dados
de uma rede para outra. Assim, a Internet foi projetada para ser o modo
mais simples concebível para mover bits de qualquer A para qualquer B.

2. A Internet não é uma coisa, é um acordo.

Quando olhamos para um poste, vemos redes como fios. E vemos estes fios
como parte de sistemas: o sistema telefônico, o sistema de energia
elétrica, o sistema de TV a cabo.

Mas a Internet é diferente. Não é fiação. Não é um sistema. E não é uma
fonte de programação.

A Internet é um modo que permite a todas coisas que se chamam redes
coexistir e trabalhar em conjunto. É uma Inter-net (inter-rede),
literalmente.

O que faz a "Net" ser "Inter" é o fato que ela é apenas um protocolo - o
protocolo Internet (IP - "Internet Protocol"), para ser mais preciso. Um
protocolo é um acordo sobre como fazer coisas funcionarem em conjunto.

Este protocolo não especifica o que as pessoas podem fazer com a rede, o
que podem construir na sua periferia, o que podem dizer, ou quem pode
falar. O protocolo simplesmente diz: se você quer trocar bits com
outros, é assim que se faz. Se você quer conectar um computador - ou um
celular ou uma geladeira - à internet, você tem que aceitar o acordo que
é a Internet.

3. A Internet é burra.

O sistema telefônico, que não é a Internet (pelo menos por enquanto) é
muito esperto. Ele sabe quem está chamando quem, onde eles estão, se é
chamada de voz ou de dados, a distância coberta pela chamada, quanto a
chamada vai custar, etc. E fornece serviços que interessam apenas uma
rede telefônica: chamada em espera, BINA, 0800 e muitas outras coisas
que companhias telefônicas gostam de vender.

A Internet, por outro lado, é burra. De propósito. Seus projetistas
quiseram que a maior e mais genérica rede de todas fosse estúpida como
uma caixa cheia de pedras.

A Internet não sabe muitas coisas que uma rede esperta como a rede
telefônica sabe: identidades, permissões, prioridades, etc. A Internet
sabe apenas uma coisa: esse pacote de bits tem que ser transportado de
uma ponta da rede para outra.

Há motivos técnicos para a burrice ser considerada um bom projeto. A
burrice é robusta. Se um roteador quebra, pacotes são conduzidos por
outras rotas, o que quer dizer que a rede fica de pé. Graças à sua
burrice, a Internet aceita dispositivos novos e gente nova, e por isso
cresce rapidamente e em todas as direções. Também é fácil aos
projetistas inserirem acesso à Internet em aparelhos novos - filmadoras,
telefones, irrigadores de jardim - que vivem na periferia da Internet.

Isso porque o motivo mais importante da Burrice ser OK se relaciona
menos com tecnologia e muito com valor...

4. Adicionar valor à Internet reduz o seu valor.

Parece maluco mas é verdade. Se você otimiza uma rede para um tipo de
aplicação, você está desotimizando-a para outras. Por exemplo, se você
deixa a rede dar prioridade a dados de voz ou vídeo porque precisam
chegar mais rapidamente, você está dizendo a outras aplicações que elas
terão que esperar. E logo que você fizer isso, você terá mudado a
Internet de uma coisa simples para todos para uma coisa complicada para
apenas uma certa coisa. E aí não será mais a Internet.

5. Todo o valor da Internet cresce na sua periferia.

Se a Internet fosse uma rede esperta, seus projetistas teriam antecipado
a necessidade de um bom mecanismo de busca e teriam integrado isso na
própria rede. Mas como os projetistas eram inteligentes fizeram a
Internet burra demais para isso. Assim, a busca é um serviço que pode
ser implantado em qualquer uma das milhões de pontas da Internet. Como
qualquer um pode oferecer os serviços que quiser a partir da sua ponta,
sites de busca competem entre si, o que significa escolha para os
usuários e inovações constantes.

Sites de busca são apenas um exemplo. Porque tudo que a Internet faz é
jogar bits de uma ponta para outra, inventores podem fazer qualquer
coisa que puderem imaginar, contando com a Internet para mover os dados
para eles. Você não precisa pedir permissão ao dono da Internet ou ao
administrador de sistema ou ao Vice-Presidente de Priorização de
Serviços. Se você tem uma idéia, basta executá-la. E toda vez que você
faz isso, o valor da Internet sobe.

A Internet criou um mercado livre para inovações. Esta é a chave para o
valor da Internet. Do mesmo modo...

6. O dinheiro se muda para os subúrbios.

Se todo o valor da Internet está na sua periferia, a conexão Internet em
si deve virar uma função primária, uma commodity. E deve-se permitir que
isso aconteça.

Prover commodities é um bom negócio, mas qualquer tentativa de adicionar
valor à própria Internet deve ser combatida. Para ser específico:
aqueles que fornecem conectividade Internet inevitavelmente vão querer
prover conteúdo e serviços também, porque a conectividade em si terá
preço muito reduzido. Mantendo essas funções separadas, vamos permitir
que o mercado estabeleça preços que maximizem o acesso e que maximizem
inovações em serviços e conteúdo.

7. Não é o fim do mundo, é um mundo de pontas. ("The end of the world?
Nah, the world of ends.")

Quando Craig Burton descreve a arquitetura burra da Internet como uma
esfera oca composta inteiramente de pontas, ele está usando uma imagem
que mostra o que é ´mais extraordinário sobre a arquitetura da Internet:
retire o valor do centro e você viabilizará um crescimento louco de
valor nas pontas interconectadas. Porque, claro, se todas as pontas
estão conectadas, cada uma com cada uma e cada uma a todas, as pontas
deixam de ser pontos finais.

E o que nós, pontas, fazemos? Qualquer coisa que pode ser feita por
qualquer um que quer mover bits.

Notou nosso orgulho em dizer "qualquer coisa" e "qualquer um"? Isso
decorre diretamente da arquitetura simples e burra da Internet.

Porque a Internet é um acordo, não pertence a nenhuma pessoa ou grupo.
Não às empresas estabelecidas que operam a espinha dorsal ("backbone").
Não aos provedores que nos fornecem conexões. Não às empresas de
"hosting" que nos alugam servidores. Não às associações de indústrias
que acreditam que sua sobrevivência é ameaçada pelo que nós outros
fazemos na Internet. Não a qualquer governo, não interessa quão
sinceramente acredita que está tentando manter seus cidadão seguros e
complacentes.

Conectar à Internet é concordar em crescer o valor na periferia. E aí
algo realmente interessante acontece. Todos estamos igualmente
conectados. A distância não importa. Os obstáculos desaparecem e pela
primeira vez a necessidade humana de conectar pode ser realizada sem
barreiras artificiais.

A Internet nos dá os meios de nos tornarmos um mundo de pontas pela
primeira vez.

8. As três virtudes da Internet

Esses são os fatos sobre a Internet. Como avisamos, é tudo muito
simples.

Mas o que significa para nosso comportamento - e, mais importante, o
comportamento das megacorporações e governos que até então agiam como se
a Internet fosse deles?

Aqui estão três regras básicas de comportamento que estão diretamente
ligadas à natureza básica da Internet:
    a. Ninguém é dono.
    b. Todos podem usá-la.
    c. Qualquer um pode melhorá-la.
Vamos olhar cada uma de perto...

8a. Ninguém é dono.

Ninguém pode ser dono da Internet, mesmo as empresas por cujos "fios"
ela passa, porque é um acordo, não uma coisa. A Internet não só está no
domínio público, ela é um domínio público.

E isso é uma boa coisa:
- A Internet é um recurso confiável. Podemos montar empresas sem nos
preocupar que a Internet SA vai nos forçar a atualizar, dobrar o preço
depois de assinarmos, ou ser comprada por um dos nossos competidores.
- Não precisamos nos preocupar que partes dela só funcionará com certo
provedor e outras partes só com outro provedor, como acontece com
celulares, por exemplo.
- Não temos que nos preocupar que suas funções básicas só funcionarão
com a "plataforma" da Microsoft, Apple ou AOL - porque aquelas ficam
embaixo destas, fora de controle proprietário.
- A manutenção da Internet está distribuída entre todos usuários, não
concentrada nas mãos de um provedor que pode quebrar, e nós todos juntos
somos um recurso mais robusto do que qualquer grupo centralizado poderia
ser.

8b. Todos podem usá-la.

A Internet foi projetada para incluir todos os habitantes do planeta.

Certo, hoje apenas uma fração da população - pouco mais de 600 milhões
de pessoas - está conectada à Internet. Então - "podem" na frase "todos
podem usá-la" - se sujeita às variações miseráveis da sorte. Mas, se
você tem a sorte de ser rico o suficiente para ter uma conexão e um
dispositivo que se conecta, a Internet em si não impõe obstáculos à sua
participação. Você não precisa de um administrador de sistemas que se
digne deixá-lo participar. A Internet, deliberadamente, deixa permissões
do lado de fora do sistema.

É por isso que a Internet, para muitos de nós, tem o jeito de um recurso
natural. Nós nos aproveitamos dela como se fosse uma parte da natureza
humana que estava esperando aparecer - tanto quanto falar e escrever
agora fazem parte do que significa ser humano.

8c. Qualquer um pode melhorá-la.

Qualquer um pode fazer a Internet um lugar melhor de viver, trabalhar, e
criar filhos. Para piorá-la, precisa-se de alguém extremamente estúpido
com uma vontade de ferro.

Há duas maneiras de melhorá-la. Primeiro, você pode montar um serviço na
periferia da Internet que esteja disponível para quem queira usá-lo.
Faça de graça, faça as pessoas pagarem por ele, coloque uma marmita para
receber moedinhas, qualquer coisa.

Segundo, você pode fazer algo ainda mais importante: habilite um
conjunto novo de serviços de periferia inventando um novo acordo. Foi
assim que se criou e-mail. E newsgroups. E mesmo a Web. Os criadores
destes serviços não fizeram uma simples aplicação final, e certamente
não mexeram no protocolo da Internet em si. Em vez disso, inventaram
protocolos novos que usam a Internet do modo que ela existe, do mesmo
modo que o acordo de como encodificar imagens em papel permitiu às
máquinas de fax usar linhas telefônicas sem a necessidade de mudar o
sistema telefônico em si.

Lembre-se, porém, que se você inventar um novo acordo, para que ele gere
valor tão rapidamente quanto a própria Internet, ele deve ser aberto,
sem donos, e para todo o mundo. É exatamente por isso que os sistemas de
mensagens não conseguiram atingir seu potencial: os sistemas atuais -
AIM e ICQ da AOL e MSN Messenger da Microsoft - são territórios
particulares que podem rodar em cima da Internet, mas não são parte da
Internet. Quando AOL e Microsoft decidirem rodar seus sistemas de
mensagens em cima de um protocolo burro que não tem dono e que qualquer
um pode usar, terão aumentado grandemente o valor da Internet. Enquanto
isso, eles apenas estão sendo burros, e não no bom sentido.

9. Se a Internet é tão simples, por que tantos se enganam sobre ela?

Seria porque as três virtudes da Internet são a antítese do modo como
governos e empresas vêem o mundo?

Ninguém é seu dono: empresas se definem pela sua propriedade, e governos
se definem pelo que controlam.
Todos podem usá-la: nas empresas, vender algo significa transferir
direitos exclusivos de uso do vendedor para o comprador; nos governos,
fazer leis significa impor restrições às pessoas.
Qualquer um pode melhorá-la: empresas e governos valorizam funções
exclusivas; apenas certas pessoas podem fazer certas coisas, fazer as
alterações corretas.

Empresas e governos pela sua própria natureza são propensas a entender
erradamente a natureza da Internet.

Há outra razão porque a Internet não se explicou muito bem: as grandes
empresas preferem ficar nos dizendo que a Internet é apenas uma
televisão lenta.

A Internet tem sido demais como Walt Whitman, que no poema "Cantiga de
mim mesmo" ("Song of myself") disse: "Não me preocupo em ser entendido.
Eu vejo que as leis elementares nunca se desculpam."

De outro lado, as leis elementares da Internet nunca pensaram que
haveria pessoas tentando basear suas carreiras em não entendê-las.

10. Poderíamos parar de fazer certos erros imediatamente.

As empresas cujo valor veio de distribuir conteúdos em formatos que o
mercado não quer mais - está escutando, indústria das gravadoras? -
podem parar de pensar que bits são átomos ultra-leves. Vocês nunca vão
nos impedir de copiar os bits que quisermos. Em vez disso, porque não
nos dar razões para prefir comprar música de vocês? Poderíamos até
ajudá-los a vender se nos pedissem.

Os funcionários públicos que confundem o valor da Internet com o valor
dos seus conteúdos poderiam entender que, mexendo no centro da Internet,
estão na verdade reduzindo seu valor. Na verdade, talvez poderiam
entender que ter um sistema que transporta todos os bits igualmente, sem
censura de governos e indústrias, é a força mais poderosa já vista a
favor da democracia e dos mercados abertos.

Os provedores existentes de serviços de rede - dica: começa com "tele" e
termina com "comunicações" - poderiam aceitar que a rede burra vai
engolir as suas redes espertas. Eles poderiam engolir essa pílula agora
em vez de gastar centenas de bilhões de dólares para retardar o processo
e lutar contra o inevitável.

As agências governamentais responsáveis pela alocação de espectro
poderiam notar que o valor do espectro aberto é o mesmo valor real da
Internet.

Os que querem censurar idéias poderiam entender que a Internet nunca
conseguiria distinguir um bit bom de um bit mau, em qualquer
circunstância. Qualquer censura teria que ser feita nas pontas da
Internet - e nunca vai funcionar bem.

Talvez empresas que pensam que podem nos forçar a escutar suas mensagens
- seus banners, suas telas intrometidas que se superpõe às páginas que
estamos tentando ler - entendam que nossa habilidade de pular de site em
site faz parte da infraestrutura da Web. Elas poderiam simplesmente
abrir páginas dizendo "Olá! Não entendemos a Internet. E aliás, te
odiamos."

Chega disso. Chega de bater nossas cabeças contra os fatos da vida na
Internet.

Não temos nada a perder, apenas nossa burrice.



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